Domingo , 27 de Fevereiro de 2005
Mais uma vez vou interromper a programação para anunciar que estou em americana e só volto na 3a a noite.
Estou indo porque, embora eu seja uma pessoa simpática, inteligente, esperta, independente, entre outras que preferi não citar por também ser uma pessoa muito modesta. A minha mesa do computador quebrou, não tenho onde colocar o mouse e teclado e se continuar alternando entre mesa muito alta e colo, minha L.E.R. vai se beneficiar e se desenvolver mais do que o normal.
Logo, estou indo pro sitio assim aguardo a volta dos (e com) meus pais sem a tentação de usar o meu computador, uma vez que todas as minhas tentativas de arrumar a mesa foram falhas e acredito que isso tem mais chance de ser solucionado com o apoio e ferramentas do meu pai.
Sexta-feira , 25 de Fevereiro de 2005
Sim, eu sei que ainda estamos em fevereiro e tenho 10 meses pela frente para gostar de outros filmes. Mas, antes que esses dois filmes fiquem condenados ao meu esquecimento ou meu poder de subscrever as coisas, acho melhor comenta-los.
Há algumas semanas eu assisti Closer, um filme totalmente centrado em quatro personagens interpretados por Jude Law, Julia Roberts, Natalie Portman e Clive Owen. A sua história é basicamente sobre relacionamentos, provocação e conflitos. Um filme excelente e muito rico em diálogos, sem contar a música que dá inicio ao filmes, que particularmente eu adorei.
Já ontem eu tive o privilégio de assistir P.S. Para dar inicio acredito que Laura Linney e Topher Grace* deveriam ser indicados para o oscar. Fiquei muito surpresa ao ver o desempenho do Topher nesse filme, e confesso que passei a gostar mais dele depois disso. Já o desempenho de Laura Linney, bom, eu sou suspeita para falar porque adoro a atriz, mas nesse filme ela se superou. A história e os personagens são bastante cativantes e não tem como não entrar nela. Eu mesma, que costumo assistir filmes em silencio deixei escapar alguns "Ai Louise, eu nao acredito!".
Mas, como o filme não estreou ainda no Brasil, eu vou falar do que se trata com mais detalhes que closer. A história é sobre a personagem de Laura Linney, Louise, que a principio se mostra uma pessoa bastante reservada, até que decide dar a cara à tapa e agir mais do que se lamentar. É claro que isso é a minha interpretação do filme, a sinopse tem em outros sites.
De qualquer forma o que torna esses dois filmes interessantes, é a proximidade dos personagens com pessoas reais, são histórias e comportamentos que vivemos, vemos ou palpitamos. Acredito que foi isso que me cativou realmente.
Enfim, sou péssima para falar de filmes, mas não pude me conter.
Ps. Topher Grace é o Eric do seriado "That '70s Show"
Quarta-feira , 23 de Fevereiro de 2005
Ia escrever um post triste aqui. Mas não o farei, não quero mais contagiar as pessoas com os meus dramas. Não acho justo, e, por isso, procurarei evita-lo a qualquer custo. Farei como a Isabeau disse, serei uma música e viverei em um filme.
Mesmo que na musica tenha frases do tipo "tive sim...", "shorter story, no love no glory", "lonesome tears, I can't cry them anymore" ou "heaven knows I'm miserable now". Eu sei que não será um filme triste, embora eu goste de vários filmes eu tenho certeza que gostaria que minha vida fosse uma história de filmes pipoca, que eu gosto tanto de ver nos meus momentos mais down (sim, ja vi muitos filmes pipoca).
Então enquanto coisas que me entristecem acontecem, eu vou tentando levar a vida. Hoje mesmo tive uma conquista, consegui fazer o DVDRW funcionar, sem acessoria e sem queimar nada. E assim a vida continua.
Ps. Músicas mencionadas: Tive Sim - Cartola; The Blower's Daughter - Damien Rice; Lonesome Tears - Beck; Heaven Knows I'm Miserable Now - Smiths, Accept Yourself - Smiths.
Terça-feira , 22 de Fevereiro de 2005

Se eu pudesse fazer um pedido, eu pediria para que a vida tivesse mais sincronia. Chega a ser irritante ver a incompatibilidade dos tempos, ver algo que você desejava tanto há algum tempo e, agora que não deseja mais, tem a oportunidade de ter (vice versa).
Acho que tudo na vida é como uma foto da polaroid, com o tempo vai perdendo a cor, e não tem mais a mesma forma, grande parte daquela revelação se torna apenas uma lembrança, um momento. Ou então, como um filme que você esqueceu no fundo da gaveta e só achou recentemente e resolveu revelar. E isso é ruim, principalmente porque não são bens materiais que estão envolvidos, e sim pessoas, sua carreira e sua vida.
Mas, não estou dizendo que queria voltar no tempo, porque eu não quero isso. Meu único desejo era poder misturar as oportunidades do passado com as vontades de hoje, ou vice versa.
Segunda-feira , 21 de Fevereiro de 2005
Para quem não acredita, eu não tenho como provar. Mas, acabei de voltar da praia. Ví minha sobrinha "nadando", o bronzeado dos meus dois sobrinhos, passei vergonha com minha avó procurando marido pra mim, e, mesmo tomando banho de protetor, fiquei vermelha.
Mas os meus dois dias na praia foram bastante úteis, o tempo que eu fiquei lá pude reparar em coisas abomináveis e totalmente ruins e desnecessárias. A primeira delas é:
Sunga branca
Por mais forro que ela tenha, a sunga branca sempre será grotesca. Por mais larga que ela seja, sempre vai escapar um pelinho por ela e sempre vai acabar entrando areia. Sem contar que, não sei, sunga branca na praia não tem muito contraste e parece que eles trocaram a cor da faixa de censura. Mas vale lembrar que biquini branco também é odiável.
Comida de Praia
Alguém tem coragem de comer aquele milho que eles vendem na praia? Com aquela agua que é meio amarronzada. Ou então espetinho de camarão com insolação, onde o vendedor fica 5 horas andando na praia com o mesmo recipiente e os mesmos camarõezinhos. É algo um pouco nojento, quando se pensa bem. O sorvete da marca X, feito em casa é outro, voce nao sabe a água que eles usaram e ainda é relativamente caro (R$1,50 por um sorvete de ki suco é caro).
Tem outras coisas como pescaria no raso, onde as ondinhas quebram e as crianças brincam, e cachorros passeando pela praia e fazendo dela seu banheiro. Mas, vou deixar para outro dia.
Sexta-feira , 18 de Fevereiro de 2005
A uol é louca. Só digo isso. Sabe quando você sente que simplesmente tem algo faltando e tem certeza que não é chocolate? Pois é, eu tenho me sentido assim as vezes. A parte boa disso tudo é que eu tenho certeza que é passageiro.
Mas, esquecendo isso e a loucura da uol. Eu queria entender porque tem pessoas acham que a cor do cabelo interfere na personalidade, inteligencia e vida da pessoa.
Digo isso porque me disseram uma frase que é mais repreensível do que as frases que costumo ouvir, nessa frase ele dizia que as loiras nasceram para serem objetos sexuais, enquanto as morenas nasceram para casar.
Meu deus, estamos em 2005, século XXI e as pessoas ainda conseguem pensar dessa forma? O que tornaria uma morena mais "casável" e uma loira mais fútil?
Não estou inconformada nem por causa do casamento, uma vez que meu ponto de vista a respeito do casamento é coerente com o do Nietzsche. Acredito que um casamento é a chance de criar algo maior do que o medo ou a discórdia, e acho que o cabelo não interfere nisso.
Mas voltando ao assunto das loiras e morenas, ao ouvir essa frase me lembrei imediatamente a frase do Shakespeare: "Há algo de podre na Dinamarca". Hmpf.
Quarta-feira , 16 de Fevereiro de 2005
Ultimamente eu notei que estou perdendo a capacidade de dialogar atraves de chats (ICQ, MSN), não sei porque, acho que a distração de um ambiente e fato de ver a real reação da pessoa ao dialogar com ela faz muita falta.
Isso ocorre principalmente com pessoas que conheço e costumo me encontrar sempre. E é estranho, acabo conversando menos com elas pela internet do que com pessoas que não conheço.
Mas, como para tudo tem um lado positivo, o lado positivo é que a vontade de encontra-las e ter uma conversa "real" é maior, e, quando isso ocorre a gente percebe porque chats são ruins às vezes.
Terça-feira , 15 de Fevereiro de 2005
Sim, o post debaixo foi nonsense. Meu amigo estava testando o sistema de comentários e pediu para eu criar um post fantasma, apenas para teste. Mas me simpatizei com o cachorro e acabei deixando-o aí. Espero que ele não morda meus pinguins gays.
Não estou mais aguentando meu final de semana prolongado, já se passaram 6 dias e eu ainda acho que estou no sábado. Acho que estou precisando de um psicologo ou daqui a pouco terei criado cenofobia.
O lado positivo disso tudo é que no sábado terei que ir para a praia. Alguem de vocês consegue me imaginar na praia, andando na areia, com as ondas batendo em meus pés, e eu lá, com um largo sorriso no rosto? Bom, se conseguiu imaginar é porque não me conhece o suficiente, porque eu tenho pavor de praia. Sou do tipo que toma banho de protetor e fica sentada na cadeira debaixo do guarda-sol. Odeio quando gruda areia no meu corpo e odeio mais ainda quando as pessoas, meladas da praia, começam a grudar em mim.
Sim, sou um tanto chata, só irei mesmo porque é aniversário da minha mãe e preciso manter meu patrocinio.
Segunda-feira , 14 de Fevereiro de 2005

Buuuu!
Domingo , 13 de Fevereiro de 2005
Estava falando com um amigo sobre "chicletar". Chicletar é um termo que usamos para falarmos de pessoas que grudam na gente. Isso pode ser bom ou ruim, tudo depende da pessoa e da sua vontade. O segredo da "chicletagem" é a compatibilidade na elasticidade da goma. E isso vale para os dois lados, o grudado e o grudador.
Se bem que o meu maior medo é ser chiclete. As vezes eu fico até neurótica achando que estou grudando muito nas pessoas. Então me afasto, me ocupo com outras coisas, e sumo durante um tempo. Se a pessoa me procurar, ótimo, se não me procurar eu vou sentir que errei em alguma parte, mas saberei que não surgiu desinteresse pelo fato d'eu ser muito chiclete.
De qualquer forma o termo chicletagem, e a minha luta contra ele, é só mais uma parte da minha neurose, não sei se realmente existe e se as pessoas também acham isso. Mas, fazer o que. Eu sou assim.

Sempre dizem que os gays são os melhores amigos das mulheres. Eles são sinceros, simpáticos, amigos, dão ótimas dicas de beleza e tudo mais. Eu já tive amigos gays, e concordo, eles são realmente muito sinceros.
Mas não é exatamente desses gays que quero falar. Estava sedentáriamente navegando pela internet quando me deparo com uma matéria que dizia que a tentativa de "heteressexualizar" 4 pinguins que vivem num zoológico na Alemanha foi falha. Eles continuam muito fieis como casais e o zoológico só descobriu que os 4 pinguins mantinham um relacionamento homossexual quando fizeram testes de DNA e descobriram que os 4 eram machos.
Na mesma matéria diz que é comum o comportamento homossexual entre os pinguins, mas o que preocupam os pesquisadores é que eles estão correndo risco de extinção porque não há a procriação.
Achei muito legal essa matéria, como vocês sabem, eu sou fanática por pinguins e sempre procuro saber algo deles. Até hoje eu sempre soube que os pinguins são monogâmicos e fiéis aos seus parceiros como a igreja católica queria que os homens fossem.
Sábado , 12 de Fevereiro de 2005
Ontem fui, mais uma vez, ao Arco da Velha. Dessa vez para comemorar o aniversário da Maria Renata, grande amiga minha que colocou seus dois patinhos para nadarem na lagoa.
De lambuja, pudemos comemorar o aniversário com grande estilo, ao som de samba e choro interpretado por outra grande amiga, Aline. Essa, que no domingo estará abandonando seus amigos para explorar a Bahia.
Por isso, vou dedicar esse post às duas flores. Dando parabéns a Maria Renata, e boa viagem à Aline.
Quarta-feira , 09 de Fevereiro de 2005

Já tentei escrever diversas vezes como de 6a feira até hoje foi chato. Mas não estou conseguindo.
Na 6a cheguei mais tarde do que esperava, no sábado foi mais chato do que esperava, o domingo foi mais insuportável do que esperava, a segunda foi mais quente do que esperava, a terça foi mais neutra do que esperava e a quarta foi mais cansativa do que esperava.
Queria entender porque taxistas nao aceitam cartão de crédito, o que o Nietzsche quer dizer com "virtude", porque presentes passeiam, porque ainda não tratei minha LER, e porque o tempo resolveu voltar a esquentar.
Bom, acho que falei tudo.
*Na foto* O melhor entretenimento do sítio, meu companheiro nas horas de tédio e meu amigo nas horas de cansaço.
Sexta-feira , 04 de Fevereiro de 2005
Estou indo para o sítio e ficarei até 4a feira, então bom carnaval para vocês. Também vou aproveitar para falar que na 4a feira passada eu me formei, e na 6a feira eu reprovei no exame de motorista.
Quinta-feira , 03 de Fevereiro de 2005
Familia é um problema. As pessoas não se dão bem com sogras, sogras não se dão bem com as sogras dos filhos, e quando todos se juntam para a festa de aniversário dos netos/sobrinhos/etc. a coisa fica dificil.
Sempre tem palpites para todos os lados, e até eu, um ser externo que não tem sogra, genro nem nada, acabo tendo que suportar esses palpites. Irmãs ficam nervosas, mãe, pai, todo mundo. Só porque os filhos não estão levando a vida que esperavam.
Sabado tenho um aniversário para ir, e pelo que já fiquei sabendo por oferecer involuntariamente meus ombros e ouvidos, o clima não será dos melhores. Que coisa viu.
Terça-feira , 01 de Fevereiro de 2005
Nós somos uns bichos ruins. É tudo o que eu posso dizer, mulheres têm raiva dos homens e vice-versa. Ninguem é perfeito a não ser ele mesmo.
Estava lendo, mais uma vez, "Assim falou Zaratustra" e com certeza a 3a leitura é mais esclarecedora. Mas não pude não notar que Nietzsche na voz do Zaratustra trata a mulher com desdém e a vê apenas como coadjuvante em seu mundo. É claro, o livro foi escrito em 1880, mas alguém que definiu o conceito de super-homem, acreditava que seria mais leal a mulher.
Em uma parte do livro, Zaratustra fala "Das mulheres, velhas e jovens". Ao mesmo tempo em que ele torna a mulher independente, dizendo que o homem, para a mulher, é só um meio e o filho é o fim. Enquanto que para o homem a mulher não passa de um brinquedo perigoso. Ele diz que a mulher é superficial e que a sua única profundidade é a obediencia.
De qualquer forma, algumas coisas ele conseguiu captar bem. Alerta os homens que eles devem temer a mulher quando ama, porque ela é capaz de qualquer sacrificio, porque o maior valor é o amor. E também temer o ódio da mulher, porque o homem só é malvado, mas a mulher é ruim.
E, assim falou Zaratustra.
Ps. Título tirado do dialogo entre uma senhora e Zaratustra.
Antigamente as mulheres falavam que sentiam falta dos homens que preservavam os costumes antigos do tipo: abrir a porta, pagar a conta, elogiar a mulher, dar presentes inesperados, etc.
Hoje em dia, nós sentimos faltas de outras coisas à moda antiga, como cabeleireiro e avião. Nos aviões, a nao ser que você vá de 1a classe ou em uma viagem mais longa, eles não servem mais comida, e diversas frescuras, no máximo dão um amendoim e se tiverem de bom humor desejam boa viagem.
Já os cabeleireiros acabaram com o glamour de ir no salão, lavar o cabelo, cortar, secar, fazer escova, passar milhares de cremes. Não, hoje em dia tudo isso tem um valor adicional, mas se você quiser nós só cortamos.
Sim, as coisas ficam mais acessíveis dessa forma, mas acabaram perdendo todo o glamour, aquela rotina especial na qual vivenciamos e sempre ouvimos falar. Essa praticidade irrita as vezes.
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Som e Fúria 
Dando a cara aos tapas
Arteatrocidade 
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Vida Pública 
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Um amigo pediu para eu fazer um perfil, disse que um blog só é blog com perfil, então vou tentar escrever algo sobre mim.
Tenho 24 anos e agora dirijo mas continuo sem dirigir muito bem a minha vida. Desistiram de mim, logo, sou solteira, publicitária, fiz pós-graduação em planejamento estratégico e atualmente trabalho como planner.
Gosto de ouvir muitas coisas como alternativo, punk, rock, bossa nova, death rock, darkwave e gothic em geral, adoro ir ao cinema, ir em casas noturnas tranquilas e que tocam rock, adoro shows e assistir filmes em casa mesmo, aquela coisa de filme polones com legenda branca em alemão e amarela em ingles, acompanhado de alguma bebida e boas risadas.
Moro em São Paulo, mas sempre estou em Mogi das Cruzes, Americana ou Piracicaba.. no sitio.
Enfim, acho que isso já ta bom né? Se quiser saber mais, bom.. o blog taí, meu e-mail, ou me ache no orkut se preferir.